21 de dezembro de 2007

Pedidos


Querido Papai Noel,


já ensaiei várias vezes escrever para você, mas ainda não consegui concluir. E tenho tanta coisa para fazer! Já estou arrumando a minha mala, comprei a maioria dos presentes, mas como sempre, estou atrasada.

A verdade, Papai Noel, é que tenho muito o que pedir. Então, vamos lá:


  • que não falte trabalho

  • que não falte amigos

  • que sobre motivos para se comemorar

  • que a tristeza inevitável seja passageira

  • saúde para dar e vender

  • paciência, tolerância e humildade

  • momentos de extravagância (afinal quem não gosta de um luxo de vez em quando?)

  • paz, amor e música da boa!

Com amor e o desejo de uma feliz natal,


Renata.



By Renata que é emotiva nessa época do ano. E carente.

14 de dezembro de 2007

Era só uma menina


Ele era português. E tinha todo aquele jeito fechado de europeu. Apesar de falarmos o mesmo idioma, nem sempre eu entendia alguns dos seus modos e conversar ao telefone chegava a ser hilário. Não ficava calada para ouvir um fado inteiro e me sentava ao seu lado nos restaurantes, o que ele encarava como falta de interesse de minha parte. (muito depois fui saber que casais se sentam de frente para se olharem).

Foi um namoro pouco convencional. Desde o início, tinha data de vencimento. Ele voltaria para Portugal e deixou claro que a distância não era um obstáculo, era o fim mesmo. Talvez por isso, nunca falamos a respeito, nunca trocamos endereços, nunca me entreguei de verdade.

Nos víamos aos fins de semana e geralmente estávamos rodeados de pessoas. Amigos, colegas de trabalho dele e gente que não acabava mais em festas que apareciam a todo momento. Ele nem sempre ia, mas não ligava que eu fosse, desde que chegasse na hora combinada.

Bravo para um rapaz que tem a altura do Tom Cruise!

3 coisas o incomodavam muito:

- acordar com o barulho das minhas amigas que passavam a noite no sofá

- meus pijamas de ursinho

- eu gostar tanto de estar no meio de todo mundo!


Bom, eu passei a usar pretinhos básicos. Valia a pena para acordar e escutar que meu ronco era um canto de sereia, um ronronar de gatinho e depois sair juntos para tomar um pequeno almoço.

O dia agendado chegou. Não houve despedidas. Apenas um telefonema que me fez entender que mesmo com toda a racionalidade dele, ele havia sido pescado.


By Renata que esta semana teve a pior TPM de todos os tempos e recebeu um email além-mar depois de tantos anos.

11 de dezembro de 2007

Desmedida

Em meio a uma colherada e outra de risoto meio sem sal, sai a seguinte frase:

- Da Renata eu já desisti! Ela não vai arrumar homem mesmo!

Juro que meu primeiro ímpeto foi concordar, afinal grande parte de mim, também desistiu. Mas fiz uma cara de assustada como que perguntasse: E de onde você tirou essa idéia? E apenas disse: Será? E sorri.

Continuei a comer a carne que estava bem salgada. Mas o assunto já havia contaminado o ambiente. Uns riam, outros descordavam, censuravam quem havia ousado pensar aquilo em voz alta. No fundo todos deviam pensar que eu devia ser um caso perdido. Quando aparece alguém na minha vida, ou não demora a desaparecer ou parece muito suspeito.
Nem sempre foi assim. Saía de um namoro e entrava em outro. Namoros longos! Mas os namoros foram ficando mais curtos, assim como a minha paciência. Poderia citar mil motivos. Desde a independência feminina, passando por questões estéticas, sociais e até macumba! Mas, de novo, vou apenas sorrir.
Ainda bem que o maior amor de todos é o amor-próprio.
Mas não é o único, né?
Quem sabe em 2008?

By Renata que pede muito a Deus que da sua boca não saia palavras que ofendam alguém e que anda sonhando toda noite

9 de dezembro de 2007

De afrodisíacos

Tenho um pouco de pudor de contar, mas só um pouco, porque sei quevou acabar contando mesmo. É porque lá em casa a gente não podia
falar nem diabo, que levava sabão, quanto mais... ah, no fim eu falo. Coisa do Teodoro, ele quem me contou, você sabe, marido depois de um certo tempo de casamento fala certas coisas com a mulher. O seu não
fala? Pois é, e de novo tem um tempão que aconteceu. Lembra aquela história dos queijos? Igual. Demorou um par de anos pra me contar. O pessoal dele é assim, sem pressa. Tem uma história deles lá, que o pai dele, meu sogro, esperou 52 anos pra relatar. Diz ele que esperou
os protagonistas morrerem. Tem condição? Mas o Teodoro — foi quando a gente mudou pra casa nova — teve de ir nas Goiabeiras tratar um marceneiro e passou, pra aproveitar, na casa da tia dele, a Carlinado Afonso, e encontrou lá o Gomide. Tou encompridando, acho que é só
por medo do fim, mas agora já comecei, então. Então, diz o Teodoro,que o Gomide tirou do bolso do paletó uma trouxinha de palha de milho, cortadas elas todas iguaizinhas e amarradas com uma embirinha da mesma palha. Escolheu, escolheu, pegou uma bem lisa e bem branquinha,
tirou o canivete do outro bolso, lambeu a palha pra lá, pra cá, e ficou um tempão lhe passando firme a lâmina, do meio pras pontas, deponta a ponta, entremeando com lambidas. Depois, ainda segurando a palha entre os dedos, foi a hora de tirar e picar o fumo de rolo bem
fininho. Ia picando e pondo na concha da mão. Acabou, guardou o rolo e ficou socavando o fumo na mão com a ponta do canivete. Depois pegoua palha, mais uma lambida e foi pondo nela o fumo, espalhando ele por
igual na canaleta formada, pressionando bem pra ficar bem firme. Deu mais uma lambida na parte mais próxima do fumo e com os polegares eindicadores foi enrolando o cigarro devagarinho, uma enrolada e uma lambida, uma enrolada e uma lambida. Com o canivete dobrou uma das
pontas para o fumo não escapar, tirou a binga do bolso, acendeu e pegou a pitar. Agora é que vem, ai, ai. Teodoro falou que o tempo todo da operação ele não despregava o olho daquilo. Disse que nem sabe o que tia Carlina arengava, só punha sentido no Gomide fazendo o
pito. Diz ele que foi uma coisa tão esquisita — esquisita, não —, tão encantada que ele ficou de pau duro. É isso. Falou também que ficou doido pra sair dali, comprar palha, fumo de rolo e repetir tudo igualzinho ao Gomide. Eu entendo. Quando conheci o Teodoro, ele
fumava e eu achava muito emocionante. Tenho muita saudade de quando não existia essa amolação de cigarro dar câncer, nem de mulher ser magra. A gente tinha mais tempo para o que precisa, não é mesmo? Será que faz mal mesmo? Colesterol, depois de tanto barulho, estão falando
que já tem do bom. Qualquer dia vou pedir ao Teodoro pra dar uma fumadinha, só pra fazer tipo.
Contribuição da Patrícia by Adélia Prado

7 de dezembro de 2007

Parece dezembro


Ando me deparando com muitas caras cansadas, corpos arriados, verdadeiros pedidos de férias ambulantes!
É o que se espera do final de ano. As pessoas estão no seu limite.
E, claro, fim de ano também tem chuva no meio da tarde para deixar o trânsito ainda mais infernal, filas nas praças de alimentação de shoppings, amigo oculto da empresa com direito a festinha de confraternização na qual você tem a chance de beber mais que devia e fazer coisas para se arrepender depois.
O meu dezembro anda dourado. O trabalho não foi suficiente para me cansar e passei ilesa pela festinha. Tantos amigos a celebrar... que haja fígado para tanta bebida! O calor desmedido abrandou. A passagem para meu lugar preferido foi comprada por cinqüenta centavos. Novos projetos. Carnaval de presente antecipado. Meu time embalado para o ano 100... enfim, tudo muito bem, obrigada! Se você sentiu falta do amor nessa lista, saiba que eu também!

By Renata que quer sua máquina digital de presente de Natal! E uma bermuda, um tênis, um laptop pequenininho, um livro, um biquini, saúde e paz pra mim e para os meus!

30 de novembro de 2007

Dá logo um abraço!


O placar eletrônico do estádio anunciava a todo momento: 3 a 6 de dezembro-Semana Nacional de Reconciliação.
Perguntei à minha amiga atleticana, fiel companheira de campo, com quem ela queria se reconciliar.
"Com a minha conta bancária!"
Eu, por minha vez, disse que era com a balança e as duas caíram na gargalhada. Típico de aquarianas superficiais. Mas quando pensei melhor, vi que tinha alguém em mente, para não dizer em outro lugar.


By Renata que anda com pensamentos ecologicamente corretos, mas não consegue pensar em nada para deixar quem aconteceu em 2007 para trás.

19 de novembro de 2007

De olhos bem abertos



Patrícia me ligou às 10 e acabou me acordando.
-Uai, gata! Tava dormindo?

Pior que estava. Afinal de contas fui dormir às quatro da manhã.
Insônia. Das bravas. Patrícia falou com voz preocupada:
-Será que sua insônia vai voltar?

Deus me livre! Lutei contra isso durante anos. Remédio, chazinho, banho quente, bebida, carneirinho, carinho.... e nada! Se eu caísse no sono rapidamente, era certo que acordaria em 2 horas e veria o dia amanhecer. Mas de uns tempos pra cá.... durmo como uma inocente!

É certo que não sou dorminhoca. Acordo cedo mesmo quando durmo tarde. Seis horas de sono são suficientes.

Geralmente minha insônia é causada pelo excesso de coisa na cabeça. Mas acho que a dessa noite, foi por falta. Falta de receber boa noite daquele que eu quero bem.

By Renata que tá contando os dias para rever a querida Bahia.

16 de novembro de 2007

Quando


Se você me ama, ache graça da minha falta de jeito com piadas e meu excesso de graça na mesa do bar.

Se você me ama, encoste em mim ao dormir, traga àgua antes de deitar e me deixe com a tv ligada.

Se você realmente me ama, não ligue se eu fumar, me olhe quando eu não olhar e saia, às vezes, sem me chamar.

Se você me ama, me leva pra dançar, me chama pra assistir aquele filme e me grave um cd.

Se você me ama, converse comigo no banho, me deixa passar protetor solar e não atenda meu telefone.

Se você me ama...tenhamos muitos amigos!

Se você me ama, a cama é pra três, o sono é pequeno.

Se você me ama, não me deixe esquecer.

Se você me ama, me cheire, me beba, me coma.

Se você me ama, traga chocolate e seu maior sorriso.

Se você me ama, apareça.


By Renata que bateu o recorde de Mojitos, furou outro pneu do carro e tá feliz, feliz! Ah, e claro, se inspirou na canção do Zeca Baleiro "Se você me ama".

13 de novembro de 2007

Contra-mão


Queria eu

que o fluxo

fosse inverso

Ou que a direção

fosse dupla


Qualquer duplo sentido

que fizesse parecer

que o que sinto

não seja assim

tão descabido.


By Renata que foi para o Hopi Hari. O corpo ficou quase nas nuvens. O pensamento não.

2 de novembro de 2007

Finados


"Ex bom é ex morto!" As amigas entoaram a frase como um mantra e todas pareceram concordar. E eu fiquei ali, caladinha, torcendo para o tempo, sempre ele, matar o meu também. Poderia ter sido naquela hora mesmo, afinal ele, o ex, estava ali, bem ali, me olhando com cara de cachorro molhado. A vontade era de esganar o idiota, mas "ex morto" deve ser uma metáfora. Algo assim, "ex superado", "morto pra mim"! Então, tudo ficou mais simples, porque prá mim, já era! Indo pra casa, o celular tocou. Ligação do além. Como tenho medo de assombração, não atendi.


By Renata que gosta de assistir filmes pela manhã e de dormir com os cabelos molhados.

29 de outubro de 2007

Permita!


Adoro frango. E se deixar como frango todos os dias.
Não precisa nem variar a receita. Gosto mesmo de peito de frango, filé ou pedaço. Geralmente como filé.
Essa minha dieta já virou piada entre amigos. "Bom, agora vou almoçar!" "Vai lá comer seu franguinho!" seguido de risos.
Mudar é sempre bom, eu sei e concordo. Rotina mata um. Mas algumas coisas não devem mudar, pois todos têm necessidade de segurança. De se reconhecerem, de se sentir respaldados. Tudo se resume na ânsia por afeto. Isso é natural. Em mim e em você. Por que é tão difícil assumir isso?

By Renata que sabe que é condição para se relacionar, se deixar saber, contar sobre si. Um dia, ela conseguirá. No momento, ela aceitou o convite para comer frango com açafrão.

22 de outubro de 2007

O silêncio

Não é que ela seja da língua grande, daquelas que falam demais.
Mas tem uma língua afiada, ferina.
Impulsiva!
E assim foi vivendo se defendendo no ataque até que sofreu demais, falou demais e brigou demais.
Agora parece que algum planeta de reconciliação paira sobre o signo de Libra.
E sobre ela paz e perdão.
A melhor sensação é de perdoar a si mesma.
2 librianos, dois! Duas chances de fazer diferente – daqui para frente.
Para trás nenhuma aminésia, muita mágoa, algum arrependimento.
E no presente a vontade de ser feliz e não de estar com a razão.
Com os 2 pés atrás.
E com a fala mais mansa.
Miau.


Post by Patrícia que é de capricórnio e é mais macho que muito homem!

Há 1 ano

Resolvi relembrar como estava a minha vida há 1 ano. Fui nos arquivos do blog e achei esse post que acho que vale a pena ler de novo.


20.10.06
Aventuras de uma jovem senhora
- Oi! Onde você está?
- Na rodoviária.
- Atéeeeeeee agora???????????????
(30 minutos depois)
- E aí amiga?
- Uai, tô aqui na rodoviária?
-O quÊEEEEEEEEEEEEEEEEE??????
( 1 hora e meia depois)
- O que vamos fazer? Vamos para a festa mesmo?
- Você eu não sei... eu tô na rodoviária ainda...
Na verdade, foram 3 horas de espera na rodoviária. Lugar, digamos, pouco aprazível para se passar tanto tempo.O jeito foi buscar um livro no carro e me deliciar com minha leitura.

- A senhora tem um carregador de celular?
- Não, infelizmente não.
- É que não tenho bateria e preciso ligar para meu cunhado me buscar.
- Como já te disse, não tenho.
O olhar de pidão daquele caipira me comoveu.( Deus, como sou fácil!) .
- Pronto, usa a minha bateria.
- A senhora é de Alterosa também?
- Não.
- É de Divinópolis?
- Não.
- A senhora então deve ser daqui...
- Sou sim.

Este interessante diálogo não me deixava prosseguir com a minha leitura. Mas eu era insistente e não desviava o olhar do livro. Mas acho que ele era mais.
- A senhora vai viajar?
- Não.
- ah....
- A senhora então deve estar esperando alguém.
- Sim.
- Posso saber quem?
- Meu primo.
- E o primo da senhora vem da onde?
- São Paulo.
- São Paulo... sei.
- Pois é.
- Ele trabalha com lingerie?
- Não.

O rapaz se dirige à lanchonete e compra uma lata de cerveja e grita de lá:
- A senhora aceita uma cerveja?
- Não, obrigada.
- Um suco?
- Não, muito obrigada.
- A senhora tem certeza? Tem de uva, de pêssego...
- Tenho certeza sim. Obrigada.

Continuo minha leitura até ele vir mais uma vez...
- Vou dar uma manga para senhora!

E tirou uma manga de dentro da sacola.

- É lá da minha roça. Sem produto nenhum, uma delícia. Pode comer que a senhora vai adorar!
- Obrigada.

Ainda bem que ele logo foi embora. E eu fiquei segurando a manga. Não teria coragem de jogá-la fora. E tentei equilibrar a bolsa, a manga e o livro. Ah, o livro. Vamos à ele.

- A senhora é muito bonita e elegante.

Bom, pelo menos esse não rendeu assunto.De repente, se aproxima uma mulher grávida. Muito grávida. Sentou-se ao meu lado e quis saber quem eu esperava, de onde vinha, qual era o tempo de atraso... Daí um rapaz comentou que o ônibus da amiga dele estava atrasado 15 minutos. Éramos 3 ansiosos. O rapaz comentou que se fosse eu pararia de ler porque era a chamada "leitura branca", pois não me lembraria de nada que li por estar com a cabeça em outro lugar. Quis negar, mas acabei fechando o livro.
O marido da mulher grávida chegou para nosso alívio. A impressão é que a mulher ia dar a luz a qualquer momento. Ficamos eu e o rapaz que comentou que eu deveria ser executiva pela minha roupa e já disparou a falar que as mulheres da capital eram muito independentes e queriam ser assim. Que as mais bonitas iam embora das festas sozinhas pois os homens não têm coragem de se aproximar. Que no interior a vida é mais fácil. Que eu não aparentava a minha idade e que eu deveria ir mais para a balada. Segundo ele, as mulheres menos favorecidas saem mais.

- Renata?
- Oi!
- É a tia. Seu primo está na rodoviária e não consegue falar no seu celular. Onde você está?
- Oi tia. Estou na rodoviária também.
- Ué, ele falou que não te viu.
- Pode deixar tia, vou procurá-lo.

Me despeço do rapaz, ele pede meu telefone. Eu sorrio e dou tchau.

By Renata que não via o primo há 20 anos, achou a manga um presente inusitado, mas gostou mesmo foram das flores que recebera de manhã.

21 de outubro de 2007

Eu e Meme


"O que é um Meme?"

Meme é tipo uma corrente entre blogueiros. Os memes, em geral, funcionam assim:

1º Alguém inventa um Meme.
www.pimentanosolhos.net/?p=522

2º Esse alguém fala para quem quiser postar sobre o assunto e passar adiante.

3º As pessoas que gostaram postam sobre o meme em seus blogs e convidam os mais próximos a fazerem o mesmo:
tudooqueaprendi.blogspot.com/2007/10/o-meme-do-pimenta.html

4º Os mais próximos postam o meme e passam adiante:
http://negaointernauta.com/meme-da-semana-2/

5º E assim vai se espalhando...
By Cirilo http://negaointernauta.com/

Meu tema é: Wagner Moura

Em tempos de Tropa de Elite (acho que um filme nacional nunca foi tão comentado), escolhi como tema, o jornalista e ator baiano Wagner Moura, não pela sua atuação assustadoramente realista no Tropa. E sim, porque estou apaixonada por ele. Sim, meus motivos são não objetivos e você pode achar que tudo é lindo aos olhos de quem ama. Mas deixe-me explicar. Me apaixonei depois de assistir Sabor da paixão (2000), Abril Despedaçado(2001), Deus é Brasileiro(2003), Carandiru (2003), Cidade Baixa (2005), Ó Pai, Ó(2007) e, claro, Saneamento Básico (2007). Ele foi me conquistando a cada trabalho e jurei amor eterno pelo Joaquim, neste último.
O filme vale cada minuto. Mas a cena em que ele desce a serra de moto, sem música, sem falas, sem ninguém mais, apenas ele, é capaz de emocionar até o mais insensível que nesse momento está fazendo chacota do meu amor.
Bom, Meme pediu, essas são as minhas duas indicações. Enquanto isso, aguardo Romance em fase de produção.


SANEAMENTO BÁSICO, O FILME(112 min, cor, 2007)
Na pequena Linha Cristal, a comunidade se mobiliza para construir uma fossa no arroio e acabar com o mau cheiro. Marina, a líder do movimento, descobre que a Prefeitura este ano só tem verba para produzir um vídeo de ficção. Então ela e seu marido Joaquim resolvem filmar a história de um monstro que surge no meio das obras de saneamento. Marina escreve um roteiro, Joaquim faz uma fantasia. Silene aceita ser atriz, Fabrício tem uma câmara. Aos poucos, as filmagens vão envolvendo todos os moradores do local.


CIDADE BAIXA (2005, 93 min.)

Um triângulo amoroso virado do avesso. Esta é a base de "Cidade Baixa", filme que marca a bem-sucedida estréia de Sérgio Machado em longas-metragens de ficção. Nesta história de amor atípica, os protagonistas são Naldinho (Wagner Moura) e Deco (Lázaro Ramos), dois barqueiros e grandes amigos desde a infância. Ao chegarem a uma cidade portuária, eles conhecem Karinna (Alice Braga), uma stripper que deseja arranjar um gringo endinheirado no carnaval de Salvador. Os rapazes, então, decidem ajudá-la com uma carona. A partir daí, os três se envolvem em um complicado relacionamento em que nenhum deles consegue viver sem o outro por muito tempo. Produzido pelo cineasta Walter Salles, "Cidade Baixa" foi premiado em Cannes e no Festival de Cinema do Rio de Janeiro.

By Renata que amou o GP do Brasil, a vitória do seu Galo e claro, a derrota do rival Cruzeiro. Domingo muito esportivo! Queria ter ido ao cinema... Ah! Tenho que fazer o convite para o Meme circular... sinta-se convidado!

O que passou, passou! (?)


Passados quatro meses!!! Ela ficou passada.

Por que alguém mexeria no passado?

Ela tinha a certeza de que se nada falasse, aquilo ia passar batido.

Por isso, ficou quietinha. E até ontem, ele também.

Fizeram um pacto de silêncio mesmo sem combinar nada.

O que se passou para ele resolver contar para todo mundo?

Ela que já havia esquecido, agora quer passar a história a limpo.


By Renata que sente saudade... mas isso também há de passar!

19 de outubro de 2007

It´s raining, man!

Choveu como há muito não se via.
Mas longe de trazer aquela sensação de alma lavada, que a chuva sempre me traz.
O ar era tão sufocante que a àgua que caiu não foi suficiente. Haja chuva para eu reconhecer que existem coisas que estão além de minha compreensão e que infelizmente, moldam as circunstâncias da minha vida. Melhor esperar da chuva, apenas um banho e correr atrás do que depende de mim. Algo como amor-próprio.

By Renata, em dias de dona-de-casa, que não se entende com a máquina de lavar e que acha um absurdo gastar R$ 500,00 num fogão novo.

16 de outubro de 2007

Copacabana, por favor!




O taxista sugeriu uma música mais "love" depois da noite de rock pesado. "O rock nem foi tão pesado assim", pensou ela e sorriu perante a suposição de serem um casal.
Não era o primeiro sábado em que os dois se divertiam juntos. E certamente, ela não queria que fosse o último. Ele também não. Talvez por isso, aceitou os conselhos do motorista para conquistá-la. Não tinha a intenção, mas chateá-la parecia não ser uma boa, já que o clima dentro do táxi não era dos melhores. Ela estava tensa. Ele, cansado.
-Tudo isso porque sugeri Copacabana? -perguntou ele.
Na verdade, não. Ela queria respostas mesmo sem saber fazer as perguntas. Daí suspirou. Fez bico. Ficou tensa.
De nada adiantou. Desabafou com o taxista assim que ele saltou. Falou um monte de coisas desordenadas e de repente percebeu que os dois era uma coisa boa. Talvez gostar não exija explicações. Tensão resolvida.
No dia seguinte, ela ligaria para ele. Melhor ele se acostumar com a amiga que tenta racionalizar tudo.


By Renata que é a mais nova fã de Incubus e que comprovou que mesmo curto, seu cabelo fica ótimo no Rio.

15 de outubro de 2007

Rio de vontade


Adoro reencontrar velhos amigos. É verdade que nem sempre o papo flui, mas aquele instante em que se reconhece um gostar mútuo, já é alegre o suficiente.
Reencontrar a Dri é certeza do papo fluir. Adoro ouví-la contar do stress no trabalho, das viagens, das bebedeiras que nunca presenciei. Eu faço um resumo dos útimos relacionamentos e do que se aproximou disso. Não via a Dri há quase 2 anos e , portanto a pauta estava cheia.
Incrivelmente fiz a retrospectiva rapidamente. Talvez as coisas tenham sido mais superficiais do que aparentavam na época. Talvez eu esteja, finalmente, olhando para frente.

By Renata que morreu de saudades do Perseu enquanto esteve fora.

6 de outubro de 2007

Graças a Deus

Não acredito que haja uma causa para a felicidade. Ou melhor, talvez não haja causa para a tristeza. Claro que não dá para sairmos ilesos dos golpes do mundo, das perdas, das decepções. Mas não é preciso fazer dos infortúnios sua condição de vida.
Sabe aquelas pessoas que mesmo com tudo contra ainda sorriem? Muitas coisinhas nos deixam felizes, coisas à toa, como um sorvete, balde de pipoca ou um edredom pra te livrar do frio. Às vezes passam tão despercebidas que nem somos gratos. E tantas outras nos aborrecem a ponto de amaldiçoar o mundo. Trânsito, café derramado na blusa, topada no dedão do pé. Conheci uma pessoa que dizia que ao vermos uma folha branca, a gente fala que não há nada ali. Mas se desenharmos um pontinho, a tendência do ser humano é realçá-lo. Será que damos mais valor ao aspecto negativo das coisas?
Acho que existem 2 tipos de pessoas, dentre tantos: aquelas que preferem sorrir, apesar de e outras que jogam na defensiva, no caso de. Sabe aquele tipo que pensa que é melhor esperar o pior porque se o melhor acontecer, ela sai no lucro. Bobos. Não se trata de sair ganhando e sim, de viver bem. Eu escolhi ser feliz.

Eu sou um otimista. Não me parece muito útil ser outra coisa." Winston Churchill

By Renata que tem muito a agradecer e muitos amigos com quem dividir.

27 de setembro de 2007

24 de setembro de 2007

Eu tb!

Parei de escrever porque não queria parecer tão apaixonada! Agora mesmo pensei em outra palavra para usar que não essa... Queria ter falado de tanta coisa mas me contive ou tentei disfarçar...
Quis falar sobre atração, sobre amizade, sobre solidão e companhia... sobre aquelas pessoas que aparecem e aquelas que nós colocamos em nossas vidas.
Por que alguém poderia imaginar que falar que gosta afastaria alguém? Mas é isso que eu imagino... então, vou ficando calada, sem escrever, esperando que nada disso seja necessário. Vai que eu leio algo, ou melhor...escute algo há muito esperado. E no mais, o final feliz acontece só no final.

By Renata que quer acordar todo dia animada como a garota de Hairspray!

18 de setembro de 2007

Impulsos

Fiz uma coisa da qual tô muito envergonhada.
Odeio como a julgamento dos outros pode me afetar. Ou pior: como aquilo que eu julgo julgamento me afeta.
Da mesma forma que dou de ombros para gente banal na maioria das vezes, algumas vezes, essa mesma gente me sair do sério. E foi assim que eu peguei o telefone e falei tanta abobrinha! Sabe quando você briga sem ter motivo ou razão? Pois é... só me restou pedir desculpas por ter agido como boba. E quem sabe da próxima vez admitir que nem sempre ganhamos e nem por isso devemos desistir de descer para o play.

By Renata que tá louca para ir para o Rio mais rápido possível!

15 de setembro de 2007

Butterflies in my stomach


Gosto muito dessa época do ano. Sei lá porquê, mas talvez seja pelo entusiamo que sempre toma conta de mim e de todos. O verão que eu tinha deixado para mais tarde tá batendo à porta e isso significa mais cor nesse mundo. Ou ao menos no meu mundo. E como a gente vê a vida através dos nossos olhos...

By Renata que sente falta dela mesmo em dias nublados.

11 de setembro de 2007

O meu, o seu, os nossos

Não sei dizer se a máxima "os opostos se atraem" seja totalmente verdadeira. Mas sei que pessoas próximas muitas vezes têm gostos tão díspares que talvez acabem se separando. O que é uma tolice! Quer coisa mais gostosa do que aproximar os gostos de quem se gosta?

By Renata que só não está rindo mais porque a boca tá parecendo uma couve-flor! Meleca de herpes labial!

28 de agosto de 2007

Tem boi na linha


Saber se expressar é uma arte. A arte é uma forma de expressão. Sei lá, isso é com os artistas. O meu problema é mais embaixo.

Quero falar A e quem ouvir, entender A. Fato que não quero muito, não é? Conheço gente que consegue.

Pensando bem, sou parte da engrenagem que alimenta essa problema de comunicação mais do que gostaria. Muitas vezes ouço A e simplesmente não dou crédito. Além disso, não falo muito, porque afinal ninguém precisa saber. Ou falo muito para despistar o que realmente queria falar.

Complicada e pouco perfeitinha. Escrevo na tentativa de descomplicar, da idéia tomar forma, da alma tomar corpo. Mas antes disso tenho que me livrar do medo do outro entender o que realmente se passa aqui dentro.


By Renata modelo empreendedora em busca do sucesso!

25 de agosto de 2007

Sonho meu


Essa noite sonhei que estava grávida. O sonho me pareceu tão real que acordei com as mãos na barriga e com uma sensação boa. Corri para o Google e...

"Sonhar com gravidez é sempre um bom presságio pois indica grandes mudanças para melhor em todos aspectos; sobretudo no que diz respeito a assuntos familiares. Paz e harmonia no lar."


By Renata que acredita.

21 de agosto de 2007

hahahahaha

Parece piada, mas eu não soube o que responder. O que você quer da vida? Um amor?
É tão simples. Eu quero paz na alma, no coração, na sociedade.... porque no pé, eu já tenho.

By Renata que quer xingar um monte de palavrão, mas chorou igual a uma boba.

18 de agosto de 2007

Meu dever de casa

Assim que entrei no carro, a Dani estendeu os braços e me mostrou o que segundo ela seria a nossa salvação! Um exemplar emprestado do livro "As 35 regras para conquistar o homem perfeito". Trata-se de um compilado de dicas do tempo da vovó. Aliás, acredito que minha avó que está no seu terceiro casamento, seja mais moderninha. As fórmulas, de tão antiquadas, chegam a ser engraçadas. "Nunca retorne as ligações dele", "não encare nem fale com um homem primeiro", "quando ele a convidar para sair, conte silenciosamente até cinco antes de dizer sim. Você o deixará nervoso e isto é bom".
Bom, enfiei o livro na bolsa e prometi que ia lê-lo, mas minha amiga exigiu que eu fosse além: -É pra seguir, Renata! E em seguida emendou: -não adianta, homens não gostam de mulher de cabelo curto.


By Renata que irá ler o livro, mas provavelmente não irá seguir nenhuma das regras.

16 de agosto de 2007

Uno



A mocinha do filme descreveu com precisão... realmente esse beijo dá vontade de se apaixonar!

Uma linha, interrompida pela cintura infinita dos braços que se entrelaçam, formando um duplo quadro, separa os corpos colados. Das duas figuras vêem-se apenas os olhos, a boca e os cabelos, sugeridos em algumas incisões curvadas, enquadrando os rostos amorosos entrelaçados.

A vontade de se apaixonar é o primeiro passo para que o amor aconteça. O segundo e o terceiro eu não sei bem quais são. Talvez por isso pareça que não tenho muita sorte. Mas a verdade é que ajo como aquela moça que não sabe dançar e ainda assim teima em "levar" a dança.

*O filme é Um Lugar na Platéia(Fauteuils d'Orchestre, França, 2006).

*Beijo (Constantin Brancusi, 1907 (1º versão), pedra, 28 cm)

By Renata que quer beijos intermináveis!

12 de agosto de 2007

Quer dançar?



Ninguém acreditou no que estava escrito naquele e-mail. Comemorar o aniversário num baile da terceira idade? Amigo é amigo, companheiro é companheiro... então lá fomos nós em plena sexta à noite rumo à balada dos maiores de 60 anos.

Passada a estranheza inicial, resolvi encarar e aceitar um convite, por sinal muito gentil, e dançar. E dancei várias músicas com alguns senhores. Todos muito educados, vinham até a nossa mesa e convidavam a todas. Claro que pés acostumados à dança da bundinha, micaretas e raves, não foram exatamente um sucesso no bolero. Mas com muito cavalheirismo e educação, os nossos partners conduziram de tal forma que ninguém se sentiu deslocada. Pelo contrário! Sem piadas, sem provocações, sem risinhos sarcásticos, sem "vamos para um lugar mais tranquilo?"
Saí de lá com a sensação de que não existem mais homens como antigamente.


By Renata que a cada dia acha menos graça em gente preconceituosa.

11 de agosto de 2007

Tensão pós



Essa era uma sensação nova. A pele não doía porque ela o amava muito. Doía porque ela acreditava ser ele a pessoa que mais tinha lhe amado. O amor dele, toda aquela atenção, tantas ligações que chegavam a beirar o desespero, o jeito que ele cheirava sua pele... tudo isso fazia ela se sentir alguém passível de ser amada. Ele era o passaporte dela para o país dos amados, aqueles seres tão especiais que são a razão de viver de alguém. Sem o amor dele, ela voltava a ser patética.


By Renata que odeia aqueles dias do mês.

7 de agosto de 2007

Ei


saudade: sensação boa de algo ou alguém que se gostaria de reviver.

Então, como sentir saudade de quem não se viveu? Simples! Não se viveu arroz com feijão, mas por algum momento as idéias se encontraram e ficaram à vontade. Ou melhor, as idéias se encontraram e ficou uma vontade.

By Renata que não é moderna e nem alternativa! Queria ser básica, mas acha as cores muito divertidas!

5 de agosto de 2007

O voyerismo nosso de cada dia


A relação das pessoas com o Orkut é algo que a cada dia, me deixa mais intrigada. Acessar o mais famoso site de relacionamento para alguns, passou a ser mais do que reencontrar e conhecer pessoas.

A maneira com que você se apresenta, te torna interessante ou pedante. Dizem que Orkut nasceu da teoria de que cada pessoa é ligada a qualquer outra pessoa no planeta por no mínimo uma entre outras seis pessoas com as quais se relacione. Ou seja, entre mim e seis amigos meus, e entre o Keanu Reeves e seis amigos dele, no mínimo dois são em comum o que faz com que a possibilidade de nos conhecermos pessoalmente seja grande, mesmo que improvável, o que, diga-se de passagem é uma pena. O Orkut foi feito sobre essa premissa e queria comprovar essa teoria.

Mas o que antes era sinônimo de popularidade, passou a ser visto por muitos como invasão de privacidade. Então, passaram a apagar os scraps, "só adiciono quem eu conheço" e não raramente, 5 comunidades são o suficiente, afinal "comunidades entregam muito quem eu sou". Muitos optam por sair do Orkut na tentativa de acabar ou mesmo evitar brigas entre cônjuges, namorados, parceiros. São esses também que voltam ao Orkut ao final das relações afim de retomar os contatos.

Os perfis fakes, as personas inventadas... essas eu ainda não entendi por completo. Claro que é uma maneira de enfrentar a timidez, criar ilusões bem diferentes da vida real e até mesmo se divertir. Usar a foto, o nome da Beyoncé, Paris Hilton, Brad Pitt é até fácil de compreender, mas o que dizer dos fakes que são bebês de colo ou mesmo pequenos fetos? Acreditem, isso existe.

Sou a favor do Orkut como meio, instrumento e não como finalidade.


By Renata que adora a possibilidade de se relacionar sem barreiras de espaço e tempo. Mas os aeroportos e rodovias têm que cooperar.



3 de agosto de 2007

Eu me amo

Existe algo melhor para elevar a auto-estima feminina do que passar em frente a uma construção civil. Convido a todas a assistir um jogo de futebol num estádio.
Claro que essa receita, assim como o efeito, tem duração instantanêa. Você recebe o elogio, se infla, ri com as amigas e em menos de 1 minuto, a sensação já passou. Tudo bem, logo ali, tem outro grupo de torcedores que como a maioria dos homens, não dispensa futebol, cerveja gelada e mulher bonita. Ou mulher em geral.
Ter a auto-estima elevada, ao meu ver, é algo tão raro em dias de tolerância zero, mulheres bulímicas e capitalismo desenfreado. Talvez por isso, quem a tem é tão admirado.
Adoramos a audácia daquela atriz que fala o que lhe vem à mente, desdenhamos com inveja aquela gordinha casada com aquele gato(mas o que ele viu nela?), não entendemos aquela amiga que está tão bem mesmo sem namorado...
Tem gente que acha que auto-estima elevada é algo como um transe, um poder mediúnico que algumas pessoas simplesmente têm. Não, não é. Auto-estima é algo que só se conquista depois que a gente passa a amar de verdade uma pessoa. A pessoa mais importante do mundo. Você mesmo.

By Renata que não viu seu Galo sair vencedor, mas amou o tropeirão e estar com as amigas.

27 de julho de 2007

Simples assim


"Razões para terminar" nem sempre são suficientes, né?

Certa vez conheci um querido. Ele se interessou por mim e conversamos algumas vezes por telefone e tive umas impressões dele. Anotei-as na minha agenda e disse pra mim mesma: vai encarar mesmo sabendo que ele é um grosso, infantil e indelicado?
Adivinha porque terminei depois de 2 meses????
Porque ele era um grosso, infantil e indelicado... não fui enganada, né?
Em qual momento a gente fica cega diante os sinais?

Tenho uma teoria de que as pessoas deveriam ter semáforos acoplados. Assim, se você saísse com alguém e ele estivesse vermelho, não precisaria esperar pelo telefonema do dia seguinte. Os dois verdes? É só acelerar! Amarelo? vai com calma....

Mas, pensando bem, as pessoas têm semáforos, a gente é que se recusa a enxergar.


By Renata que às vezes tende a fazer uma leitura diferente das coisas! E esquece de "quem sabe faz a hora, não espera acontecer"! Post iniciado num e-mail para o Daniel.

26 de julho de 2007

"Amor palavra que liberta"


Eu acredito que gentileza gera gentileza, que todo mundo gosta de carinho e atenção, apesar de nem todos assumirem isso. Acredito que as pessoas gostam de um sorriso, de um elogio, da sensação que sua presença melhora o lugar.

Então porque será que economizamos sorrisos, palavras de carinho e demonstrações de afeto? Parece que as pessoas têm medo das gentilezas do coração.

By Renata que acredita que faz sua parte e muitas vezes é mal interpretada!

Obra do Profeta Gentileza, como era conhecido o empresário José Datrino que largou os negócios para pregar o perdão, a solidariedade, a gentileza. O Profeta gostava de substituir as palavrinhas mágicas, “obrigado” por “agradecido”, e “por favor” por “por gentileza”. Já que considerava que não devemos fazer nada por obrigação e que devemos nos relacionar por amor, não por favor.

25 de julho de 2007

Luto e solidariedade


Não dá para falar de relações, sobressaltos do coração, reclamar aquela ligação, xingar o cupido burro diante da tragédia que foi o acidente com o vôo 3054 da Tam.


By Renata que como boa aquariana tem PAZ tatuada e ficou na vontade de ter ido ao Pan.

17 de julho de 2007

Nem vem!

Achei a foto apropriada. É isso. Se chegar perto, eu grito!


By Renata que começou seu jejum, apoiou as vaias para o presidente durante a abertura do Pan e como boa brasileira, ama ganhar da Argentina.

10 de julho de 2007

Quem sabe isso quer dizer amor?

Eles se dão bem em tudo. Ou em quase tudo. Apesar de os gostos serem bem parecidos, não rola aquela paixão! Os beijos não são arrebatadores, são cúmplices. Não é que vocês não consigam se desgrudar, mas é tão bom fazer carinho em quem se gosta. Se ele não ligar amanhã, ela não se descabela, se ele não sumiu em 1o anos, não vai sumir agora. Ela acha graça das manias dele e ele se sente aliviado por gostarem dele mesmo assim.
Às vezes, ela olha pra ele e pensa: será que o amor é isso? Você gostar tanto de alguém que se reconhece nele? Ou sem tesão não há solução? E a vida segue, ele cada vez mais carente dela e ela, quem sabe, esperando que ele seja seu príncipe.

By Renata que não acredita em bruxas, pero que las hay, las hay. Na torcida pelo Brasil!

19 de junho de 2007

Sexo no primeiro encontro


Quem é vivo, fatalmente já passou por esse dilema! Fazer ou não sexo no primeiro encontro. Se você apressadamente respondeu NÃO!, pense bem...Por que não? O papo tá perfeito, a sintonia, os beijos tão quentes..porque deixar passar essa oportunidade? Os desejos femininos não são assim tão diferentes dos masculinos. E afinal, pode ser uma noite inesquecível.

Mas claro, só vale a pena se a vontade for grande o bastante. Na minha opinião, se ele não te ligar no dia seguinte, não foi pelo sexo. Ele não ligaria mesmo. Caso ele não ligue porque te achou fácil, agradeça a Santo Antônio! Você se livrou de um chauvinista demodê!

Agora, se sua resposta for SIM!, vá em frente e aproveite. Mas não pense que o sexo é garantia de um segundo encontro. Nada é, a não ser a sintonia de vocês. Ou a disponibilidade(mas isso é outra história). Mas o sim só vale para as seguras e corajosas, porque existe a possibilidade do telefonema não acontecer.

Por falar em telefonema...rapazes, coisa simpática e educada é ligar no dia seguinte ao menos para dar oi. Não tenham medo, as mulheres não irão achar que isso é um pedido de casamento. Gentileza nunca é demais.


By Renata que tem boa intuição.

16 de junho de 2007

Será que podemos ser amigos?

Ex-namorados são um capítulo à parte. Dizem que é igual a vestido velho.... a gente olha numa foto e não acredita que um dia teve coragem de sair com ele. Que maldade! E no mais, roupas de brechó estão na moda. Mas é claro... têm que ser recicladas, outros acessórios....
Mesma coisa é ex-namorado. Tudo bem sair com ele desde que a relação também tenha sido reciclada. Não vale achar que o passado voltou, afinal não somos personagens daqueles filmes com máquinas do tempo.
Durante meses ou anos, você e o ex eram inseperáveis! Trocavam confidências, você lhe contava até os segredos das amigas! Viajavam, frequentavam a família, ele sabia das suas mazelas, das dívidas, você até cortava as unhas do pé dele! Quanta intimidade! Mas de uma hora para outra, vocês se tratam como estranhos. O ex namorado sai de cena e fica renegado a uma caixa com cartões e bilhetinhos...
Se ele te liga, você logo imagina: "aposto que não está mais saindo com aquela ninfeta de 20 aninhos e acha que eu tenho cara de step!" E ele pensa assim: "ela não me esquece!"
Realmente eu não esqueço. Tenho carinho por quem já passou pela minha vida e fatalmente me fez sorrir. Gosto de saber notícias e torço para que estejam bem. Na verdade, depois que passa a quarentena, porque não ser amigos? Ok, talvez amizade seja querer muito. Talvez nem todos sejam tão recicláveis assim. Mas conheço muitos casos bem sucedidos.

By Renata que não teme mais os fantasmas do passado. Quer sensação melhor de futuro do que essa?

12 de junho de 2007

da série poemas e fotos(homenagem ao dia 12 de junho)


BILHETE
Se tu me amas,ama-me baixinho.
Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.
Deixa em paz a mim!
Se me queres,enfim,
tem de ser bem devagarinho,amada,
que a vida é breve,
e o amor
mais breve ainda.
Mário Quintana

URGÊNCIA
É URGENTE O AMOR
É URGENTE UM BARCO NO MAR.
É URGENTE DESTRUIR CERTAS PALAVRAS,ÓDIO,SOLIDÃO,CRUELDADE
ALGUNS LAMENTOS, MUITAS ESPADAS.
É URGENTE INVENTAR ALEGRIA,
MULTIPLICAR OS BEIJOS, AS SEARAS,
É URGENTE DESCOBRIR ROSAS E RIOS,
E MANHÃS CLARAS.
PABLO NERUDA.

O amor é um elo
Entre o azul e o amarelo
Paulo Leminski

Minha namorada
Se você quer ser minha namorada
Ah, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber por quê
Porém, se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo em meu caminho
E talvez o meu caminho seja triste pra você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
Os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois
(Vinícius de Moraes)

"Depois que um corpo

comporta outro corpo

Nenhum coração

Suporta o pouco"


(Alice Ruiz)

“O dia dos Namorados

para mim é todo dia.

Não tenho dias marcados

para te amar noite e dia.

O dia 12 de junho,como qualquer outro,

diz(e disso dou testemunho)

que contigo sou feliz.”

(Carlos Drummond de Andrade)
seleção By Renata que ama o dia de hoje!

4 de junho de 2007

Uau


Já era um vício bom. Talvez não um vício, mas uma rotina que lhe fazia rir de ponta a ponta. Bom dia quando era dia e boa noite antes de dormir. A possibilidade de conhecer alguém que a fizesse sair do seu mundo, das suas certezas e que despertasse tantos sorrisos assim, era tão boa que vez ou outra sentia vontade de gritar! E gritava. Portanto os amigos mais próximos e outros nem tanto, já sabiam que ela andava apaixonada. Apaixonada do jeito dela, mas já era demais para quem se gabava de não ligar para homem nenhum. Pelo menos até sair com eles. Lidava melhor com paixões platônicas. Mas daquela vez não via motivos para não se tornar real. A menos que ele não quisesse. Ou tivesse mau hálito.



By Renata que tem urgência das coisas!

3 de junho de 2007

Dois gatos pingados

Ele era o tipo de cara que nunca passaria despercebido. Talvez pelo sorriso cheio de luz, a altura certa, os cabelos com cachos soltos.... Talvez por tudo isso e por ela já saber quem ele era. O fato é que ele também a notou e nesse instante que durou uma piscada de olhos, eles sabiam que o interesse era mútuo. E quando isso acontece, as coisas tomam um rumo que para os românticos ou desavisados, parece obra do destino. E foi assim que eles se encontraram num bar qualquer. E o interesse ficou mais evidente. De ambos.
Bom, a partir de então, o "destino" teria que agir de novo, pois gato escaldado tem medo de àgua fria, e nem um dos dois fazia o tipo que corre atrás de alguém.
Mas ela achou que seria simpático e pareceria casual se o achasse no mundo virtual. Ele se surpreendeu e resolveu convidá-la para um vinho. Ela aceitou, o que não era tão comum de acontecer.
O que se seguiu era o de se esperar para quem se sentiu beijado no primeiro olhar.
Mas eram gatos escaldados e resolveram que era melhor não ter expectativa nem sobre a expectativa. E a noite acabou tão vazia quanto pode ser uma noite sem amanhã.

By Renata que acha graça de como a gente leva a vida tão a sério!

27 de maio de 2007

Tesoura do desejo


"Homem não gosta de cabelo curto". Essa foi uma das frases da minha mãe ao se deparar com meu novo visual. Pouco encorajador, não? Mas dizem que mãe quer o melhor para seus filhos e minha mãe não me quer para titia. Desisti de argumentar.

Cortar os cabelos não é tão simples quanto parece. Cabelos longos significam ser feminina e cortá-los assim tão curtos significa renunciar? Frida Kahlo cortou os cabelos após descobrir uma traição de seu amante. Britney Spears também se livrou da cabeleira em meio à uma crise pessoal. Muitas mulheres mudam o penteado após desilusões amorosas. Eu? Eu só achei que meu cabelo estava muito feio. Mal tratado e sem graça. Não renunciei ao amor e nem a feminilidade. E não sofri desilusões. O único relacionamento que ia mal era entre mim e o chuveiro nesse frio.



By Renata que já foi chamada de Peter Pan, Pequeno Príncipe, mas acredita piamente que tá a cara da Zeta Jones. hahahahahaha!


Mais uma coisa:


O cabelo representa principalmente força e poder. Na antigüidade, cabelos longos e soltos eram um símbolo de liberdade e nobreza entre os homens. Nas mitologias grega e hindu, as divindades mais terríveis sempre foram representadas com cabelos enormes e despenteados. Para as mulheres da Idade Média, não cortar os cabelos era uma demonstração de castidade. No Tibete e na Índia, os monges cortam os cabelos em sinal de devoção e humildade. Raspar a cabeça também faz parte de muitos rituais de origem africana, como a Umbanda e o Candomblé.

23 de maio de 2007

Tu, tu, tu....


O que você fala para uma pessoa no final de uma saída sabendo que nunca mais quer vê-la????


O comum: Depois eu te ligo!


O cara de pau: Amanhã te ligo!


O folgado: Depois você me liga!


O "de graça até injeção na testa": Tem certeza de que não quer dar uma esticada?


O culpado: Se eu não te ligar, é que tô cheio de trabalho...


O cruel: olha só, deixa que eu te ligo porque se você me ligar, minha esposa pode atender.


O que se faz de coitado para viver: nem vou te ligar porque você não vai me atender mesmo...


O doidão: Faz assim..eu não te ligo e você não me telefona...


Hein? O que você fala???


By Renata que durante um tempo nem se deu ao trabalho de dar o telefone.







22 de maio de 2007

I believe


Eu acredito que as pessoas são boas. Ok, talvez nem todas. Eu acredito que no final tudo vai dar certo. Acredito que quando uma janela se fecha, outra se abre. Acredito que algumas pessoas são para sempre, em pedidos feitos quando se vê uma estrela cadente e que o Ronaldo é o maior jogador de todos os tempos. Acredito que quem tem amigos, tem tudo. E que qualquer lugar é bom quando se está entre amigos. Acredito em astrologia mas desconfio de quem fala em destino. Acredito em amor, não em fidelidade. Mas acredito piamente que o que os olhos não vêem, o coração não sente. Acredito que o Galo é o melhor time do Brasil mesmo sem ganhar nada. Acredito que falar palavrão seja libertador assim como um bom mergulho. Acredito que finais felizes de filmes clichês são inspiradores. Acredito que bom humor seja fundamental e que nada vale a sua paz. Acredito que não exista amor maior que o de mãe mas que até amor demais sufoca. Acredito num Deus justo e generoso, acredito no poder da mente e que todo mundo merece uma vida boa. Acredito que não tenho vocação para sofrer e isso faz toda a diferença.

By Renata que acredita que ele vai ligar. Ah vai....

17 de maio de 2007

Auuuuuuuuuuuuu

"Homem gosta de cachorra!" Diante desta afirmativa, as duas se olharam e começaram a treinar latidos, grunidos, caras e bocas. Saíram com a intenção de abalar! O bar escolhido tinha bastante potencial. Leia-se: homens! E as duas assim que chegaram anunciaram a nova empreitada. Os meninos apoiaram, claro! Quanto mais, melhor! Bom, chamamos de cachorra não a vagabunda, mas a mulher que dá o que é seu quando quer. Sem falsos moralismos. Nada mais justo.
Nada mais difícil do que se livrar da cara de boazinha... mas se os homens não querem ser bonzinhos, eu também não quero ser Amélia. A única mulher que andou no trilho, o trem matou.
Alguns guaranás diet depois(a dieta tá firme), a lordose atacou de tanto ficar em pé e fazer pose. Hora de dar tchau para os amigos e para o projeto cachorra. Durou umas 3 horas. O suficiente para saber que quem nasceu para dez réis, não chega a vintém. E isso não é nada ruim.

By Renata que sabe que gato que mia também morde!

24 de abril de 2007

Um dia eu chego lá... ou não

Não ando muito reflexiva. Acho que resolvi adotar o "viver um dia de cada vez". Isso tem me deixado traquila porque pela primeira vez me sinto livre da obrigação de ter que saber o que fazer a seguir. Ainda não me decidi se a vida vai ser assim, mas por enquanto está bom. Muito bom, na verdade. Durmo a noite inteira, todas as noites. As olheiras sumiram e não achei novos fios de cabelo brancos.
Eu estava cansada e não quis dar o braço a torcer. Se existe a Mulher Maravilha, eu queria chegar o mais perto possível dela. Fui obrigada a desacelerar e felizmente pude olhar pela janela. A paisagem é bacana. Recomendo.
Tenho muito chão para percorrer. Longe de saber pra onde essa história vai me levar. Espero que o caminho seja divertido. Acho que no final, é o que importa.

By Renata que continua firme na dieta e vai comemorar 1 ano do blog na praia.

13 de abril de 2007

Anti- horário

quero desperdiçar tempo com você
como se você nunca fosse embora
ficasse aqui como está em mim

quero ficar com você
sem contar o tempo
para poder até ficar à toa

e sem pressa para fazer tudo que
eu imaginei fazer
quando você chegasse
só falta você ficar
na minha vida
como está em mim
quero poder desperdiçar tempo
com você.

By Renata que segue de regime e de coração sobressaltado.



9 de abril de 2007

Diet e light


Hoje comecei minha dieta. Meio clichê para uma segunda-feira. Mas em minha defesa, digo que desde terça passada estou em treinamento. Afinal, depois de muitas experiências(dieta da lua, da sopa, regime japonês, da modelo...), sei que começar uma dieta é algo muito drástico Portanto, dia-a-dia, fiz cortes para que meu primeiro dia nao fosse tão difícil. E não foi. Mas é apenas o começo. Minha meta? Entrar naquela calça jeans...


By Renata que mesmo de dieta, sentiu falta do coelhinho da Páscoa.

25 de março de 2007

Amores

O primeiro era lindo com seus mullets anos 80. Daí teve aquele que não tinha beleza, mas não lhe faltava popularidade. O bem mais velho que povoava a imaginação desde sempre.

O que foi carinhoso, o carente e teve até o surfista. Meio loiro, meio bobo. E teve aquele moleque. Moleque no bom sentido. Parecia ligado na tomada! E teve também o alto, magro, olhos claros e nariz vermelho pela constante rinite. O de voz sedutora e aparência nem tanto. O bem mais novo, o virtual, o que era noivo e até o casado.

Houve o peão que tinha tantas outras. Além disso, teve o gordinho, baixinho, careca, gago e fanho. Tudo num só! O rico, o metrossexual, o de esquerda, o português, o russo, o que morava nos EUA.

O vizinho, o malhador, o que voltou depois de tanto tempo, o que ficou menos tempo do que eu esperava. E teve o que passou, o que não me recordo o nome, o que teria dado certo. O amigo, o que eu nunca mais vi, o que nunca partiu.


By Renata que tem muita preguiça de arrrumar a sua mudança. "Estamos indo de volta pra casa..."

24 de março de 2007

E.T.A.

Coisa estranha é o amor. Faz da gente seu refém e ainda assim ninguém se sente alguém sem amar um outrem.
Perguntei o que era amor e o que era tesão. Respondeu-me que era impossível distinguir nessa situação. Mas que era amor, isso era. Já passara por tantas provações e continuava amor. A maior provação foi o reencontro depois de tanto tempo. Reencontro dos dois em plena realidade. Com hálito da manhã, rosto sem maquiagem, stress de trânsito.
Mas tudo isso, além do ronco, da voz alta, das amigas escandalosas, parece que fez esse tal de amor crescer. E quem ama tem urgência. E foi assim que ela pegou aquele avião.

By Renata que queria ter ido ao show do Roger Waters.

22 de março de 2007

Poema bobinho


Eu queria ser uma princesa

das que têm cabelos longos,

fadas-madrinha e um final feliz

que a espera.


By Renata que queria que a vida fosse mais simples e que seu destino já estivesse traçado e fosse bom demais!


13 de março de 2007

Ciclo vicioso

Porque já estava assim, fraca, há muito tempo. A alma era de uma daquelas donzelas tuberculosas do romance que lera na adolescência. Cortar-se e voltar inteira era uma idéia mais romântica do que prática. O cansaço dos anos já era visível. O àlcool a ajudava a dormir e o amanhecer a voltar acreditar. De tudo lhe restou tão pouco
que não deixaria o amor lhe tirar isso.

By Renata tendenciosa em acreditar nas coisas efêmeras.

6 de março de 2007

Vestidinho







By Bruno numa manhã inspirada, como sempre!

Vida Diet

A gente se acostuma com tudo
A tudo a gente se habitua
E até não ter um lugar
Dormir na rua
A tudo a gente se habitua

Me habituei ao pão light
À vida sem gás
O meu café tomo sem açúcar
E até ficar sem comer
Sem te ver
A gente custa mas se habitua

Sem giz, sem água
Sem paz, sem nada

Não vai ser diferente
Se eu me for de repente
Se o céu cai sobre o mundo
E o mar se abrir
Em um inferno profundo

Se acostumou sem querer
Ao salto alto
Salário baixo, à vida dura
E até ficar sem tv
É bom pra você
Televisão ninguém mais atura

Sem giz, sem água
Sem paz, sem nada

Não vai ser diferente
Se eu me for de repente
Se o céu cai sobre o mundo
E o mar se abrir
Em um inferno profundo

by John Ulhoa, mas se encaixa perfeitamente a Renata...

4 de março de 2007

Quimera

A Renata melhorada sabe falar espanhol. Adora fazer ginástica e não come carne. A Renata melhorada acha que tá na flor da idade e tem muitos planos para a vida. A Renata melhorada vai sempre ao dentista e nunca tem insônia. Liga semanalmente para a avó e odeia fofoca. A Renata melhorada já encontrou o amor, não xinga no trânsito e não atrasa o pagamento das contas. Vai à missa toda semana, faz trabalho voluntário, arruma a cama pela manhã e escreve coisas sérias. A Renata melhorada tem os seios bem menores, uma bunda boa e toca piano. A Renata melhorada tem mais tatuagens, Natal em família e entende muito de arte. Leu tudo de Nietzsche, sabe poesias de cor e entenderia que o passado já passou. A Renata melhorada corre maratonas, foi à India e faz coleção.

By Renata. Na real.

3 de março de 2007

Desgosto

Eu sou muito sem-vergonha. Diante da maior crise o pessimismo não encontra abrigo em mim, a gargalhada atropelha o choro e eu ainda planejo ir dançar em algum lugar.
Pode parecer uma grande qualidade, mas não sei se é. Me assusto como as coisas e as pessoas se tornam indiferentes em pouco tempo. Não que não me lembre delas. É que elas só se encontram nas páginas coloridas da memória. Deleto toda e qualquer mágoa. Isso não me faz superior, isso me faz mulher de malandro.
Não que eu defenda alimentar o rancor e se remoer eternamente. Mas guardar o que de mal lhe fizeram é no mínimo o principal item do kit de sobrevivência. Diferentemente de mim que tenho complexo de fênix. Olha, ressurgir das trevas dá um trabalhão danado e banaliza a dor.
Além de tudo, me tornei cínica e pouco cética. Não acredito, mas tudo bem. Desconfio, mas tudo bem. Sei que é mentira, mas tudo bem.
Como assim tudo bem?

By Renata que desconfia de tanta habilidade para fugir da tristeza.

16 de fevereiro de 2007

We are Carnaval



"Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval..."

By Renata que acha que a melhor coisa do carnaval é beijar! Mas como quem não tem cão, caça com gato, ela vai beber com os amigos.

Melhores e piores



Para você que não gosta de carnaval busquei no meu livro de crônicas, "Minhas certezas erradas" (Edição recente da L&PM, disponível somente nas boas casas do ramo), uma lista que fiz sobre os melhores e piores momentos do cinema e que talvez possa ajudá-lo na opção feriado/locadora/esconderijo. Então, vai encarar?

Melhor frase final de um filme:

"Estou pronta para o meu close, Mr. De Mille", por Glória Swanson, em O crepúsculo dos deuses.
Melhor frase de consolo:

"Sempre teremos Paris." Humpherey Bogart para Ingrid Bergman em Casablanca.

Melhor diálogo inaudível no cinema:

Bill Murray cochichando no ouvido de Scarlett Johansson em Encontros e desencontros, de Sofia Coppola.

Personagem mais chato:

todos dos filmes do Lars Von Trier, com destaque especial para Selma, interpretado por Björk, em Dançando no escuro.

Grande filme de um diretor ruim:

Despedida em Las Vegas, de Mike Figgis.

Filme ruim de um grande diretor:

Dr. T e as mulheres, de Robert Altman.

Melhor cena triste:

empate entre a do super-8 em Paris Texas, de Win Wenders, e a da chuva em As pontes de Madison, de Clint Eastwood.

Trilha que na época do filme todos achavam ótima e hoje não dá para ouvir:

Vangelis em Blade Runner.

Ator bom com fama de ruim:

Jim Carrey.

Ator ruim com fama de bom:

Anthony Hopkins.

Melhor expressão diabólica:

a de Malcolm McDowell, no início de Laranja Mecânica e a de Jack Nicholson, quando fura a

porta do banheiro com a cabeça em O Iluminado, ambos de Kubrick.

Melhor continuação:

O Poderoso Chefão 2, de Francis F. Coppola.

Pior continuação:

O Poderoso Chefão 3, de Francis F. Coppola.

Melhor plano inicial:

o do pé de Sue Lyon, tendo as unhas pintadas por um homem maduro em Lolita, de Stanley Kubrick, dividido com o plano-seqüência de A marca da maldade, de Orson Welles.

Cena mais dramática:

a da escolha, em A escolha de Sofia, de Alan Pakula.

Melhor filme de menina:

As horas, de Stephen Daldry.


Melhor vilã:

Glenn Close, em Ligações perigosas, de Stephen Frears.

Melhor vilão:

F. Murray Abraham, no papel de Salieri, em Amadeus, de Milos Forman.

Me lembrei de um vilão ainda pior:

o computador Hall, em 2001, uma odisséia no espaço, do Kubrick.

Cena mais impressionantemente filmada:

triplo empate entre a corrida de bigas em Ben-Hur, de William Wyler; a perseguição dos búfalos em Dança com lobos, de Kevin Costner e o bombardeio embalado pela Cavalgada das Walkírias, em Apocalise Now, de Francis F. Coppola.

Melhor cena canalha:

Joe Pesci consola Sharon Stone, mulher do amigo, e depois a obriga a um boquete em Cassino, de Martin Scorsese.

Filme ruim que todo mundo acha legal dizer que é bom:

Invasões Bárbaras, de Denys Arcand.

Melhor prejudicado mental:

empate entre Peter Sellers em Muito além do jardim, de Hal Ashby, Tom Hanks por Forrest Gump, de Robert Zemeckis e George W. Bush em Fahrenheit 9/11, de Michael Moore.

Melhor western:

Rastros de ódio, de John Ford.

Melhor Woody Allen:

Crimes e pecados.

Melhor final em aberto de filme-cabeça:

o jogo de tênis sem bolinha de Blow Up, de Michelangelo Atonioni.

O representante da Terra num concurso interplanetário:

"Cidadão Kane", de Orson Welles.



José Pedro Goulart é jornalista, cineasta e diretor de filmes publicitários. By Renata que ama carnaval e adora assistir os desfiles pela TV! Opa, de louca e carnavalesca, cada um tem um pouco!