11 de julho de 2006

Paz e mais amor

Recebi um convite para um jantar semana passada. Pensei em ser gentil e levar uma sobremesa. Enquanto eu pesquisava umas receitas na internet, várias idéias vieram à mente e claro, perguntei às minhas amigas a opinião delas.
Algumas acharam apropriado, outras acharam "UAU!" e ainda houveram aquelas que falaram que o moço ia achar que eu queria casar.
Receita escolhida na mão e uma pergunta na cabeça: Desde quando educação virou caso a se pensar?
Por que será que quando se trata de território afetivo/amoroso/sexual as regras mudam?
A tal da igualdade entre os sexos me irrita muito. Eu não queimei sutian em protesto! Mas, eventualmente me jogam na cara que o mundo está do jeito que está porque as mulheres querem ter os mesmos direitos dos homens, portanto devem ter os mesmos deveres.
Ou seja, já que a mulher quer ter seu próprio dinheiro, ela que pague sua parte na conta. Justo? Mais que justo. Justíssimo.
Mas isso não quer dizer que a gente não goste de receber mimos e gentilezas. Claro que posso abrir a porta do carro, mas adoro quando a abrem para mim.
Em contrapartida, os homens acreditam que cara educado é sinônimo de cara babaca, "bonzinho" e já viu, né? Bonzinho, só se f....!
É cada dia mais comum conhecer caras que sabem e gostam de cozinhar. Coisa rara é encontrar mulheres entre 20 e 35 que cozinham. Eu não sei citar muitas.
Mulher no fogão ganha uma conotação de rainha do lar, ou seja, empregada de luxo. Homem na cozinha tem ares de sedução.
Antes, era comum um homem ser conquistado também pelos dotes culinários da moça. Hoje, a moça faz questão de deixar bem claro que nunca pisou numa cozinha e diz com orgulho que mal sabe fritar um ovo.
As mulheres ainda têm muito o que conquistar. No Brasil, as mulheres chegam a ganhar até 40% a menos do que os homens para exercer o mesmo trabalho. Isso sem mencionar as bárbaries que acontecem em alguns países africanos e muçulmanos.
Não sei se a culpa é da globalização, da novela das 8, da internet, da queima dos sutians... Mas sei que homens e mulheres estão cada vez mais distantes. E mais insatisfeitos. Acho que ambos falam a mesma língua, a língua do eu-não-dou-o-braço-a-torcer. De repente está na hora da gente resolver isso num jantarzinho romântico à luz de velas. Eu levo a sobremesa.

By Renata que é moça prendada e gosta de ovos mexidos, por favor!

5 comentários:

Anônimo disse...

Você está com a razão. Mas seu texto não me tirou da fase "bonzinho só se f...".

Vinícius.

Foi bom prá mim! disse...

Vinícius,
eu gosto muito de um bonzinho.E conheço muitoas que pensam como eu.Pena que estejam cada vez mais raros. Tenho certeza que gente do bem atrai coisas boas. Acontece que às vezes os bonzinhos se interessam por pessoas babacas, que são babacas com qualquer um. Essas só se dão mal quando arrumam babacas piores do que elas.

Beijos, Renata

michel disse...

Rê tem uma coisa que eu acho muito legal em você, qdo você quer fazer que está em dúvida sempre consulta suas amigas e as ouve, mas oque eu mais admiro mesmo e q seja qual a resposta vc sempre faz o que acha q deve ser feito ou o que tem vontade de fazer. Te admiro muito por isso. bjus.

michel. disse...

ah esqueci de perguntar, qual foi a sobremesa?

Renata disse...

Mic,
quem tem amigos... tem tudo!!!!!
Musse de chocolate..gostas?
Beijo, Rê.