27 de julho de 2006

Casar ou comprar uma bicicleta

-Já comeu abacaxi e depois tomou um copo da àgua?
Casamento é assim.

Essa foi a resposta que minha mãe ouviu da avó ao perguntar se casamento era bom.
Eu também ouvi essa pergunta dias desses e fui mais incisiva: casamento é ótimo quando dá certo. Na verdade, não foi bem isso que eu falei. Mas a idéia era bem essa. Só que para dar certo é preciso vontade, aliás, boa vontade, paciência e uma dose cavalar de realismo.
Claro que é preciso amor, mas isso está implícito.
Falemos dos 3 pontos que levantei:

- Boa-vontade
Querer que o casamento dê certo. Apesar de. Ser uma casal. Não lutar contra o outro. Não achar que a corrida está vencida. O prêmio não é o altar. O prêmio é viver bem.

-Paciência
Sabia que tem guerra no Líbano? Gente inocente sendo morta. Famílias sendo destruídas. Tem certeza que uma toalha molhada encima da cama tira o seu humor?
Não que o lar de vocês tenha que virar um ninho de guaxinim...mas daí a se irritar com coisinhas tão pequenas...é demais! Ah claro, devemos ter paciência com coisas maiores também, com a família do outro, com a vida que nem sempre é cor-de-rosa.

-Realismo
Sei que crescemos ouvindo o famoso " E foram felizes para sempre...". Ninguém nunca voltou para nos contar se a Cinderela tinha acertado o presente para a sogra ou se o marido de Rapunzel saía para jogar bola com os amigos. E, boba que somos, acreditamos que o conto de fadas era possível e necessário. Não, não é. Independentemente se a sua geladeira é duplex e a TV de plasma, nada garante que o casamento irá funcionar. Muito menos se vocês não tiverem geladeira. Um amor e uma cabana é tão ilusório quanto um casamento no Castelo de Chantilly. Haverão muitas coisas das quais vocês não gostarão, muitos homens mais interessantes, muitas responsabilidades que te farão querer voltar para aquele apartamento que você dividia com 3 amigos, muitas dúvidas, dívidas, rotina, falta de romantismo, choros à noite no travesseiro...

Mas muita coisa boa também. Bem-aventurados àqueles que se arriscarem de peito aberto nesse empreendimento chamado casamento.

By Renata em fase romântica, sem deixar de ser prática.

Um comentário:

Antonio Marcos disse...

Renata...

meu oráculo...
bjo desse admirador
Tonho!