
Dor de cutovelo é uma merda.Pronto, disse. Uma merda. Não tinha como falar isso de outra forma.A sensação de impotência é mil vezes maior quando a gente se depara com alguém que teve sucesso naquilo que a gente fracassou.Pode ser a colega que conseguiu se dar melhor naquele projeto do que você, alguém mais habilidoso diante de uma crise... Mas a dor de cutovelo pega mesmo, quando o assunto é o coração.Razões para se ficar com dor de cutovelo:-Seu ex que você jurava que era um solteiro convicto, galinha, aparece de casamento marcado.-Seu ex que você não dava nada por ele, reaparece de namorada nova "tudo de bom"-Seu ex que te pediu um tempo para ficar sozinho está namorando-O babaca que não te ligou no dia seguinte passa por você, acompanhado por uma baranga, e nem te cumprimenta.Infelizmente, não conheço tratamento preventivo para dor de cutovelo. Claro que auto-estima sempre ajuda. Mas, todos nós estamos sujeitos a nos sentir o mosquito do cocô do cavalo.....Algumas pessoas, acredito que as mais orgulhosas, têm mais dor de cutovelo. Quanto mais alto, maior é o tombo. Faço aqui mea culpa e confesso que já caí feio.Dicas para se cair como um gato(ou seja, em pé):-As pessoas buscam coisas diferentes na vida. Se todos gostassem do amarelo, o que seriam das outras cores? Portanto, você ser linda, pode não te garantir imunidade em todos os relacionamentos.-Saiba reconhecer um fora. Falar não abertamente pode ser muito difícil, por isso expresões do tipo "você é perfeita, o problema é comigo", "não sei se quero namorar sério agora" foram criadas e imortalizadas.-Se seu ex já se deu bem e você ainda não, admita que o problema é com você mesma. Enquanto você ficar nesse clima de autopiedade e dando uma de museu(vivendo do passado), não irá encontrar alguém nem que o querido caia na sua cabeça.-Da próxima vez, preste mais atenção ao seu redor. Crises vêm acompanhadas de sinais. Não tampe o sol com a peneira. De nada adianta e você só adia o inevitável.-Essa dor toda que você tá sentindo é amor ou orgulho ferido? Correr atrás de alguém só para provar a si própria que não perdeu o jogo é pura perda de energia. Gaste-a para provar sabores pela vida!By Renata que teve dúvidas de como se escrevia cutovelo, mas sabe que a dor é facilmente identificável.
Os olhares se encontraram quando ainda estavam cada um na sua calçada. Ela foi em sua direção. E veio o abraço. Depois de 10 anos. Deu para reconhecer o cheiro. Sentir o corpo. Por 1 minuto a dúvida na cabeça: "Será que é esse mesmo o cheiro?" Mas era.Não foi um abraço emocionado, nem desesperado. Não eram velhos amigos. Foram apaixonados. A paixão que sentiam foi o que os afastou. Muitos sentimentos e pouca experiência para fazer com que virasse amor. Pessoas guiadas pelo desejo acabam perdidas. A conversa foi trivial. Ela de braços cruzados e ele realxado na cadeira. O corpo fala, obrservou ele. Ela concordou. Não tinha porquê esconder seu desconforto.Falaram de exs-amores, carreiras e planos de vida.Ele se surpreendeu ao saber que teria sido ele a maior paixão da vida dela. Achava que não havia marcado tanto já que nunca mais se falaram. Ela explicou que não se falaram mais justamente porque ele a marcou tanto. Ele não se casou de novo. Sentada diante dele, hoje com cabelos grisalhos, ela pensava que nunca ficaram tanto tempo no mesmo lugar sem se tocar. Ela não sabia mais se o conhecia. Ele fez questão de frisar que nunca a esqueceu e pensa nela escrevendo ao ar livre. Ela gostou da cena. Já se imaginou assim tantas vezes!Quando ele sorri, os olhos se fecham, mas a mania de mexer nos cabelos é nova.O jeito dela continua engraçado, mas as roupas estão muito formais. Ele tinha que ir embora. Ela o acompanhou até a calçada.E veio o abraço. Dessa vez ela se deixou ser abraçada e quis tanto que o momento perdurasse.Ela também o abraçou e ficaram assim até as pessoas na rua comentarem. -Então... tchau!-Tchau. Beijo.By Renata que acredita que a maré está pra peixe, que quem brinca com fogo pode se queimar e que quando se morre, a terra come.Bruno, obrigada pela foto inspiradora!
Eu e Patrícia temos a vaga impressão ou pretensão de que as pessoas gostam de ser nossas amigas.
Somos generosas.
Patrícia abre as portas da casa.
Eu abro a boca a falar.
E tudo acaba em cerveja, música e muitas risadas.
Já me acostumei as pessoas comprarem uma e levarem duas. E as pessoas já esperam me ver quando vêem a Patrícia e vice-versa. Acredito que quando a gente chegar aos 70 anos, a nossa adolescência não vai ter acabado.
Claro que já brigamos muito. Por coisas bobas e coisas sérias.
Passamos tempos sem nos falar.
Mas o que conta é que o tempo passou e a amizade se fortaleceu.
O que seria da vida sem atropelos?
Como a gente sabe que suporta tal dor sem nunca tê-la sentido?
Como a gente cresce se a vida não nos cobrar atitude?
Só existe o doce porque existe o amargo.
Só se nega aquilo que pode ser afirmado.E uma coisa puxa a outra.By Renata que já garantiu o seu ingresso para ver seu time que já é campeão.
Ontem fui ao enterro da avó de um amigo. Triste, triste...
E por mais que eu não fosse íntima da família, quis ficar até o final. Quando a vida se vai é um bom momento para dar valor ao que fica. Soa como um clichê, mas é tão verdade isso.
E ao voltar do cemitério, comentava com esse meu amigo que a cada dia dou mais importância às minhas amizades. Aqui vai outro clichê: Amigos são a família que a gente escolhe. E são mesmo. Sou grata a tantos amigos, preciso tanto saber que eles existem e que estão bem para o meu próprio bem-estar.
O Poetinha tem uma frase que eu adoro: "Tenho amigos que nem sabem que são meus amigos". Todos nós temos. Mas torço para que um dia eu tenha oportunidade de contar isso a eles. By Renata que almoçou hoje com as melhores amigas. Cada uma com sua vida, mas comndo no mesmo prato.
Houve um tempo
onde tudo eram cores
onde tudo eram amores
onde tudo rimava.
Hoje as rimas
foram desfeitas
os sonhos esquecidos
a pipa presa no fio elétrico.
Houve um tempo
onde se queria
ser gente grande
ser professora
ser bailarina.
Hoje a realidade
nos faz esquecer
de tudo isso.
Houve um tempo
em que as felicidades
eram certas,
que bastava aprender
a olhar, para vê-las
tão certas assim.
Houve um tempo
que criança tinha
esperança.
Hoje, a única esperança
é acreditar na criança.
By Renata aos 12 anos de idade com ares de profetisa.
"Como foi de feriado?"
"Deu para descansar bastante?"
Dificilmente numa segunda pós-feriado não me deparo com essas perguntas. Pensando bem... toda segunda-feira é assim.
Minha resposta sempre é a mesma: "Foi ótimo! Mas tô morta!"
Bebi demais.
Comi demais.
Ri demais.
Internet demais.
Dormida de menos.
Olhando no calendário, percebi que irei passar por esse ritual de perguntas apenas mais 6 vezes este ano. Seis segundas-feiras. É isso que nos resta em 2006. Sinto que 2006 já anda cansado. Trabalhou muito. Tanta coisa aconteceu!
E enquanto as pessoas já programam o reveillon, anseiam pelo ano novo... 2006 fica cabisbaixo, pensativo:
-Será que irão se lembrar bem de mim? O Brasil perdeu a Copa, o Lula foi reeleito, o boing caiu, Guerra no Líbano, Bussunda morreu... Ai Deus, como entrarei na história?
E Deus, acostumado às tempestades, responde:
-É preciso ter paciência com as lagartas se quisermos conhecer as borboletas. (Ruth Rocha)
By Renata que sabe que se molhou muito este ano, mas já vislumbra borboletas pelo céu.