27 de janeiro de 2009

Histórias do interior


Eu me apegara ao galo e às galinhas do caseiro do meu pai. Eram 3 galinhas. Apenas uma não tinha o pescoço pelado e somente esta não estava chocando.
O galo me impressiora pelo tamanho. Nunca tinha visto um galo tão grande! Era imponente. Forte. Nos olhava de cima e acreditava ser o dono daquele terreno irregular.
Pelas manhãs, íamos conferir se a Maricota havia dado a luz. Sem internet ou noção do assunto, ninguém se entendia quanto à duração da gravidez.
A galinha emplumada vinha há dias ciscando na entrada da casa. Numa tarde, após acompanhar a visita ao portão e recolher as roupas do varal, a encontrei próxima à escada. Corri, busquei um pedaço de pão como quem oferece uma xícara de café e joguei umas lascas em sua direção. A galinha claramente não gostou. Deu um grito, ao qual o galo respondeu prontamente, e foi ter junto a ele. O galo me lançou um olhar do tipo "não-mexa-nas-minhas-gavetas" e logo pulou em cima da galinha.
Não sei se a investida dele obteve sucesso, pois me pareceu rápida demais. Mas, logo seria noite e os dois subiram no primeiro galho de uma àrvore. Tampouco sei se galinha sonha. Já eu tenho sonhado com um galo para cantar no meu terreiro.


By Renata que tem mais motivos para ir à Vitória e Vila Velha e é Galo até morrer!

Um comentário:

antonio "tonho" marcos disse...

Rê... é pra entender esse post como um post romântico?!?!