21 de julho de 2008

clichê


A Patrícia reformou o apartamento e eu herdei os livros de mulherzinha dela (romances com heroínas de 30 anos que moram com seus gatos, bebem mais que deviam, têm boa vida social, são bonitas e vivem em busca do amor verdadeiro).

Depois de Bridgite Jones, os títulos se multiplicaram. Estava ali um novo filão: as solteiras de 30 anos. Essas mulheres fizeram tudo que lhe ensinaram: deram prioridade aos estudos e trabalho, se divertiram, se tornaram adeptas do sexo casual, tomaram a inciativa, não descuidaram da aparência, acreditaram que antes só do que mal acompanhada e assim desenvolveram um padrão de qualidade altíssimo.

Bom, o resultado pode ter sido um pouco desastroso. As amazonas são apenas uma lenda. As guerreiras modernas estão meio cansadas de empunhar a própria espada. Ser forte o tempo todo, cansa.

As heroínas dos livros sempre encontram o amor depois de bater muita a cabeça. Geralmente ele estava ali, bem ao seu lado. Juro que olhei bem, não quero ser acusada de míope, mas na minha vida real, o roteiro não é bem assim.

Ainda me pego pensando se existe destino, tampa para panela, chinelo para pé torto. Talvez exista para quem sabe guerrear sem perder a ternura.




By Renata que anda dorminhoca, está em dia com o cinema e sente a falta do Camisa 9.

2 comentários:

Cafeína disse...

ai... ando tão cansada tb...

Daniel disse...

a ternura das suas palavras é o q t faz mais forte q todas as guerreiras!