
Para você que não gosta de carnaval busquei no meu livro de crônicas, "Minhas certezas erradas" (Edição recente da L&PM, disponível somente nas boas casas do ramo), uma lista que fiz sobre os melhores e piores momentos do cinema e que talvez possa ajudá-lo na opção feriado/locadora/esconderijo. Então, vai encarar?
Melhor frase final de um filme:
"Estou pronta para o meu close, Mr. De Mille", por Glória Swanson, em O crepúsculo dos deuses.
Melhor frase de consolo:
"Sempre teremos Paris." Humpherey Bogart para Ingrid Bergman em Casablanca.
Melhor diálogo inaudível no cinema:
Bill Murray cochichando no ouvido de Scarlett Johansson em Encontros e desencontros, de Sofia Coppola.
Personagem mais chato:
todos dos filmes do Lars Von Trier, com destaque especial para Selma, interpretado por Björk, em Dançando no escuro.
Grande filme de um diretor ruim:
Despedida em Las Vegas, de Mike Figgis.
Filme ruim de um grande diretor:
Dr. T e as mulheres, de Robert Altman.
Melhor cena triste:
empate entre a do super-8 em Paris Texas, de Win Wenders, e a da chuva em As pontes de Madison, de Clint Eastwood.
Trilha que na época do filme todos achavam ótima e hoje não dá para ouvir:
Vangelis em Blade Runner.
Ator bom com fama de ruim:
Jim Carrey.
Ator ruim com fama de bom:
Anthony Hopkins.
Melhor expressão diabólica:
a de Malcolm McDowell, no início de Laranja Mecânica e a de Jack Nicholson, quando fura a
porta do banheiro com a cabeça em O Iluminado, ambos de Kubrick.
Melhor continuação:
O Poderoso Chefão 2, de Francis F. Coppola.
Pior continuação:
O Poderoso Chefão 3, de Francis F. Coppola.
Melhor plano inicial:
o do pé de Sue Lyon, tendo as unhas pintadas por um homem maduro em Lolita, de Stanley Kubrick, dividido com o plano-seqüência de A marca da maldade, de Orson Welles.
Cena mais dramática:
a da escolha, em A escolha de Sofia, de Alan Pakula.
Melhor filme de menina:
As horas, de Stephen Daldry.
Melhor vilã:
Glenn Close, em Ligações perigosas, de Stephen Frears.
Melhor vilão:
F. Murray Abraham, no papel de Salieri, em Amadeus, de Milos Forman.
Me lembrei de um vilão ainda pior:
o computador Hall, em 2001, uma odisséia no espaço, do Kubrick.
Cena mais impressionantemente filmada:
triplo empate entre a corrida de bigas em Ben-Hur, de William Wyler; a perseguição dos búfalos em Dança com lobos, de Kevin Costner e o bombardeio embalado pela Cavalgada das Walkírias, em Apocalise Now, de Francis F. Coppola.
Melhor cena canalha:
Joe Pesci consola Sharon Stone, mulher do amigo, e depois a obriga a um boquete em Cassino, de Martin Scorsese.
Filme ruim que todo mundo acha legal dizer que é bom:
Invasões Bárbaras, de Denys Arcand.
Melhor prejudicado mental:
empate entre Peter Sellers em Muito além do jardim, de Hal Ashby, Tom Hanks por Forrest Gump, de Robert Zemeckis e George W. Bush em Fahrenheit 9/11, de Michael Moore.
Melhor western:
Rastros de ódio, de John Ford.
Melhor Woody Allen:
Crimes e pecados.
Melhor final em aberto de filme-cabeça:
o jogo de tênis sem bolinha de Blow Up, de Michelangelo Atonioni.
O representante da Terra num concurso interplanetário:
"Cidadão Kane", de Orson Welles.
José Pedro Goulart é jornalista, cineasta e diretor de filmes publicitários. By Renata que ama carnaval e adora assistir os desfiles pela TV! Opa, de louca e carnavalesca, cada um tem um pouco!