Recreio daquele conceito vindo da infância - momento de puro deleite, hiato das preocupações e correrias diárias. Uma pausa das obrigações, dos compromissos, dos horários que só fazem roubar o nosso tempo.
Venho aqui defender esses momentos como necessários, urgentes, combustível do ciclo infindável da rotina.
Que não sejam aventuras.
Que sejam permissões dadas aos nossos sonhos, gostos e ritmo.
Uma mistura meio que alquímica entre a transgressão e o aceito.
Algo que nos cause a impressão de que o Universo está de acordo.
Não se trata só de prazer, falo de alegria.
De ir além do “colher o dia”, do usufruir o que está ao alcance.
Ser aquilo que para acontecer precisa de um trem chamado desejo.
By Renata que às vezes mais que recreios, quer matar aula.
*roubei o título de umas dessas canções lindas que existem, Estrela, de Vander Lee.
Das coisas mais próprias, o nosso nome encabeça a lista.
O meu, como escreveu numa dedicatória o Bial (sim, ele era mais legal antes do BBB) é um eterno recomeço.
Acredito não ser privilégio meu gostar de recomeços. Mas, sabe como é, a gente meio que se torna o reflexo das expectativas alheias. Chamando Renata, fiz cumprir bem o que era de se esperar. E assim sendo, tatuei uma fênix, carrego um quê de desapego, acredito no eterno e não no pra sempre e adoro a Páscoa, afinal é vida nova!
O fim inevitavelmente é só o início. Ainda bem.
By Renata que adora atos simbólicos, tomar um porre no fim da Quaresma e de pensar que o pior já passou.