24 de outubro de 2009

Rebuliço bom

Posso estar mais magra, mais velha, mais chata... mas, sigo gostando de sair em excursões com as crianças.  Pensando nisso agora, parece simples dizer que é uma alegria genuína. Bom, levar a turminha para passeio cultural é ainda melhor.
Lá fomos nós numa van apertadinha assistir ao Grupo de Percussão do Cefar (BH). Já havia buscado informações sobre o trabalho, mas nada especificamente sobre aquela apresentação. Sentei-me no chão junto aos meus e então, no momento decisivo (o primeiro minuto dá a tônica do espetáculo), eu decidi me apaixonar de novo.
Assim como Doravante que sai em busca da amada Aventura reiventando a realidade e sendo presenteado por coincidências de todas as cores, me deu desejo de desejos. Tal como Madrugada, já tive desejo de tantas coisas! Agora, meu desejo é de sentir fome! De comer com a boca boa! De beijar sob chuva, de amar com o corpo, de céu estrelado.
De agora em diante, resolvi voltar a acreditar.  Doravante, vou ao encontro. Pode ser sorte, destino, acaso. Podem chamar do que quiserem,afinal cada  um tem seu repertório. A minha única exigência, ou melhor, meu desejo só deseja que não falte poesia. É o que move a roda do meu mundo.


By Renata que durante o espetáculo com a trilha sonora produzida a partir do livro Luna Clara e Apolo Onze, de Adriana Falcão, do Grupo de Percussão do Cefar, se lembrou de um menino que tem cachos, mãos morenas, flores no cabelo e "quefalatudojunto", assim como Doravante.


Luna Clara e Apolo Onze
Autor: Adriana Falcão
Ilustrador:  José Carlos Lollo
Editora: Salamandra
Convocação Geral”
Madrugada e Apolo Onze Dez convidam para a festa do nascimento de Apolo Onze.
Data: No dia que ele nascer.
Hora: Depende da hora.
Local: Desatino do Sul.
Traje: Bonito.
Obs: Como a festa não tem data para acabar é bom trazer escova de dentes”.

19 de outubro de 2009

porém, todavia, contudo, entretanto e no entanto.


Sou uma menina cheia de regras.
Deixar-se ser guiada por regras baseadas em outrem é, no mínimo, infantil.
Como é ingrato lutar pela sobrevivência e acabar levando rasteira logo de quem é mais próximo!
Uns sádicos diriam que pé de galinha não mata pinto. Outros, que verdadeiros amigos são aqueles que dizem a verdade por mais dolorosa que seja.
Masoquista ou não, concordo. É fundamental ter no amigo um freio, um sinal de alerta, uma basta... No mais, o mundo já é indiferente a cada um e se encarrega de ser madrasta. Entre amigos, além da sinceridade é essencial que haja empatia. Uma certa capacidade de se alegrar ou se entristecer pelo outro.
Sem a necessidade das adversativas.

By Renata que acreditou no Rubinho, adora horário de verão e está com o mesmo peso de 16 anos atrás. Época em que talvez a opinião dos outros pesasse menos.

3 de outubro de 2009




Não me considero saudosista.
Com tantas coisas boas que já aconteceram, eu seria muito boba se não me lembrasse delas.
E quantas pessoas! 
Passou, mas não são passado. Sempre que as invoco, elas ainda têm o poder de me fazer bem.
Não tenho fantasmas, tenho memórias. 
E tenho o direito de selecionar o que me convém. Uma edição de grandes momentos.
Os melhores ainda estão por vir.



By Renata que está consciente que anda em falta com muita gente e que isso não lhe faz bem. Feliz pelo Rio 2016!

19 de setembro de 2009

“sine qua non”



By Renata  que está em busca de experimentar coisas novas.